Atletas da equipe uberabense Ilton Fighters brilharam na Copa Brasil de Kickboxing, realizada entre os dias 6 e 9, em Mogi das Cruzes-SP, reunindo cerca de 700 inscritos. Os seis lutadores que representaram Uberaba ganharam medalhas, trazendo quatro ouros e duas pratas. Todos garantiram vaga no Pan-Americano da modalidade, em outubro, em Cancun, no México.
 
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Damião (e) estreia com título; atletas têm vaga no Pan-Americano
 
Em seus respectivos pesos, Mariana Rodrigues foi vice-campeã no K1, e Luis Gabriel Azevedo, vice no point fighting. Reginaldo Damião, Kayke Mendes e Gabriela Azevedo foram campeões no point fighting. E Luiz Henrique “Panda” conquistou o título no kick light.
 
Um dos destaques foi o estreante Reginaldo Damião. Supercampeão no karatê, ele integrou a equipe a convite do mestre Ilton Donizete e logo de cara faturou o ouro com direito a vitória de 10 x 1 na final, contra um adversário experiente – como a diferença chegou a dez pontos, o combate foi encerrado, surpreendendo o vencedor, que ainda não aprendeu todas as regras.
 
“Foi ótima a experiência nessa nova modalidade. Eu esperava me sair bem, mas foi bem melhor do que eu esperava”, comenta. “Vinha de uma lesão, em junho fiz uma cirurgia de menisco e desde então estava participando de corridas, mas com medo das lutas. Me preparei fisicamente, tecnicamente e mentalmente para voltar às lutas nessa competição, me preparando para o retorno ao karatê, e lutei muito bem, provando que estou bem. Voltou a confiança”, assinala Damião, que não irá ao Pan porque em outubro disputa a etapa final do Brasileiro de Karatê - e também por não ter patrocínio para bancar a participação em um evento internacional.
 
Sem apoio
O desempenho da equipe é motivo de orgulho para o mestre Ilton Donizete. “Tivemos um aproveitamento de quase 100%, estou muito feliz com o empenho de todos. Estão de parabéns, evoluindo a cada campeonato, amadurecendo”, ressalta.
 
Além dos atletas que se qualificaram para o Pan pela Copa Brasil, Mayumi Almeida, que não foi à Mogi por estar lesionada, tem vaga garantida por ter sido campeã no Brasileiro, em julho (quando Gabriela e Kayke também se classificaram).
 
A classificação, porém, não significa que os guerreiros estarão no México. “Acaba uma batalha, começa outra”, pontua Ilton, referindo-se à luta para os esportistas arranjarem meios para participarem do Pan de Cancun.
 
“Minha preocupação maior é a respeito de apoio. Não digo local de treinamento, não digo apoio para desenvolver técnicas, até porque em todos campeonatos enfrentamos sempre os melhores e, quando não ganhamos, provamos competividade sempre. Falta é apoio financeiro mesmo”, frisa.
 
Para ir ao Pan, os lutadores terão que se virar para arcar com os custos de passagem de avião, estadia e refeições. Se não arrumarem recursos, não viajam.
 
“Temos alunos de potencial, mas que trabalham para poder ajudar no sustento em casa, e ainda precisam retorcer de várias formas para conseguir folga para uma competição dessa. É duro lidar com essa realidade, não é fácil ver jovens que sonham em conquistar o nível mais alto no mundo da luta, que têm potencial, mas não têm apoio”, finaliza Ilton, inconformado.
 
Fotos: divulgação

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